terça-feira

CONDESSA DO ÓCIO - Negra Noite (poesia dark)

E ela amou muito naquela noite.

Amou profundamente,

plenamente,

sinceramente.

Ela amou 

como nunca houvera ter amado.

Amou à plenos pulmões,

à correr solto os gritos de sua alma,

em desejo de libertação.

Amou sem dúvida,

sem estremecimento.

Com a volúpia

que sabia ser mais forte em si.

Amou para sempre

e para nunca mais.

Amou como os garanhões, 

em cios quilometrais.

Amou na esperteza de sonhos poderosos.

Amou como se nunca houvera visto antes.

Amou para ser história

de sua própria história.

Amou... Amou... Amou...

Porque conhecia esses sinais...

Já houvera outros tempos...

Já os conhecia inefavelmente.

Já sabia de seus desígnios

em sua pele,

em sua vida,

em seu corpo.

Já os sabia que viriam

 - absurdamente em silêncio -

Já os conhecia de seus próprios relatos,

de suas quimeras inaproveitáveis.

Já os sabia perto...

Muito perto... muito!

E, inexplicavelmente, desta vez,

já não lutaria mais

   - já fora o tempo de combate! -

o tempo de renegar,

o tempo de ampliar.

E se deixara abraçar até o último suspiro.

Até a última gota de amor.

E se deixou ser amada 

até sua alma se sentir habitada.

Ser habitada... pela morte!

e suspirou feliz...

Porque amara e fora amada

por toda uma vida!


Negra Noite - 16/11/2012- 00:00h 


Publicada no site Recanto das Letras, por Milena Medeiros em 17/11/2012.

Reeditado em 12/08/2025 (Correção de pontuação)

Código do texto: T3990221

quinta-feira

TER ESCOLHAS

Provoca responsabilidades. 

O caminho a percorrer

Será aquele 

Que tem como o melhor. 

Não importa o final.


Negra Noite

10 julho 2025

sexta-feira

O QUE QUERES AQUI?

Outra vez, 

tu 

vieste maltratar 

esse coração

a sonhar.

Cavaleiro

do deserto

que queres

aqui?

As areias

do tempo

passeam 

nestas calçadas.

Ao longe

vejo

o tremular

das vibrações

que o sol

e o calor

despertam neste solo.

Corre

estreito

como sangue

em minhas veias

o pequeno

leito de

água

tépida

e brilhante.

Vás.

Não pertubes 

o silêncio

desta vida.

Vês.

Tem somente

pedras aqui!

O verde dos

teus olhos se foram

Os azuis

de tuas vestes

deitaram no horizonte.

Agora a sombra

paira

A gelada noite

engasga

a nossa fala.

O silêncio

outra vez.


Negra Noite

14/04/2010




quinta-feira

sexta-feira

AS NOITES

Chuvosas

Trazem assopros

Do outro lado

Da vida.


Negra Noite

03 abr 2025

23:56h

Publicada no Recanto das Letras sob n T8301411 (04/04/25)



quinta-feira

Solidão, companheira

Que farás 

Se eu virar um fantasma? 

Responde-me ela, friamente: 

__ Até os fantasmas são solitários! 


*Negra Noite

03 abr 2025

Publicada no Recanto das Letras

Sob número T 8301396



sábado

Os tempos

Em quais eu sonhava,

Passaram...

Como essas nuvens brancas

No céu escuro.

(Sinto saudade de mim!)


___Negra Noite___

01 mar 2025


Incluída no site Recanto das Letras

Código do texto: T8302919


NAS NOITES INSONES

Conecto-me

Com o mundo, 

Sem fios.

Abro as janelas

Dentro de mim. 


Negra Noite



ESSE HOMEM

Desconhecido de mim,

Que vai além,

Leva o aroma,

Na brisa que me envolve,

A saudade de alguém. 


Negra Noite